Sarampo e emoções: o que a Linguagem do Corpo revela sobre a raiva e a desarmonia familiar?

Por Cristina Cairo

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa e contagiosa, normalmente associada à ação de um vírus. Entre seus sintomas estão febre, tosse, espirros, congestão nasal, irritação e lacrimejamento dos olhos, além das erupções na pele.

Ao observar os sintomas físicos e buscar os cuidados necessários, podemos também ampliar essa compreensão por meio da Linguagem do Corpo, considerando os aspectos emocionais relacionados a esses sinais e, assim, ampliando as possibilidades de cuidado com a saúde.

Na Linguagem do Corpo, cada sintoma traz uma informação e não deve ser observado isoladamente. Quando reunimos os diferentes sinais que uma pessoa manifesta, conseguimos aprofundar essa investigação e compreender melhor aquilo que o corpo está mostrando.

Neste artigo, vamos observar dois dos sintomas presentes no sarampo: a febre e as erupções na pele. Quando você começa a compreender o que esses sinais estão mostrando, também começa a enxergar com mais clareza aquilo que o corpo está tentando comunicar através dos sintomas.

O que a febre e as erupções revelam na Linguagem do Corpo?

Na Linguagem do Corpo, a febre representa a raiva constante, enquanto as erupções representam a erupção do “vulcão” emocional.

Mas existe outra informação importante aqui: essas erupções aparecem na pele. E a pele, na Linguagem do Corpo, representa a nossa comunicação, a nossa privacidade e a nossa individualidade. Ela também revela como nos envolvemos com as pessoas, como nos comunicamos e como conseguimos nos fazer entender.

Por isso, ao observarmos a febre e as erupções em conjunto, começamos a reunir mais informações. A raiva, o nervosismo e a forma como essa pessoa se relaciona e se comunica também fazem parte desta investigação.

Antes de interpretar esses sinais, porém, existe uma diferença importante: precisamos considerar a idade da pessoa que manifesta o sintoma, porque isso também muda a direção dessa investigação.

Quando o sarampo aparece na criança, de quem é essa raiva?

Na Linguagem do Corpo, até os 7 anos e meio, a criança absorve integralmente o campo emocional da mãe. Dos 7 anos e meio aos 14 anos e meio, esse foco vibracional e essa absorção passam diretamente para o pai.

Por isso, quando o sarampo se manifesta durante a infância, a raiva relacionada à febre não significa necessariamente que seja uma raiva da própria criança.

É preciso observar o campo emocional da mãe ou do pai, de acordo com a idade.

Existe nervosismo dentro de casa? Existem queixas, raivas ou mágoas? Há desarmonia no relacionamento?

Mesmo quando esses sentimentos não são demonstrados diretamente aos filhos, eles fazem parte do ambiente em que a criança está vivendo.

Os filhos são como pequenas plantinhas

Gosto de dizer que os filhos são como pequenas plantinhas que devem ser regadas de amor, adubadas de educação e se banharem no amor dos pais.

Se existem mágoas ou raivas entre os pais, mesmo que sejam mantidas secretamente, a criança percebe esse ambiente emocional.

Por isso, quando uma criança manifesta um sintoma, os adultos também precisam olhar para si mesmos e reconhecer aquilo que precisa ser trabalhado.

Quando os pais não conseguem encontrar esse caminho sozinhos, podem procurar ajuda profissional para buscar sabedoria e paz para viverem juntos ou separados.

E quando o sarampo aparece a partir dos 15 anos?

A partir dos 15 anos, a leitura se volta para a própria pessoa.

Quando o sarampo aparece em um jovem ou adulto, é ele quem precisa observar a raiva relacionada à febre e também a forma como está se relacionando e se comunicando com as pessoas.

Que raiva você está carregando no coração?

Existe nervosismo constante? Existem queixas ou mágoas que continuam sendo alimentadas? Como você está se comunicando e se fazendo entender?

Ao relacionarmos essas informações com as erupções que aparecem na pele, a investigação começa a ganhar ainda mais profundidade.

O que você pode fazer para começar essa mudança?

Depois de reconhecer a raiva, o nervosismo e as dificuldades na forma de se comunicar e se relacionar, é preciso começar a trabalhar essas emoções.

Busque desenvolver mais paciência, tranquilidade e docilidade. Observe como você reage quando é contrariado, como expressa aquilo que sente e quais mágoas ou raivas ainda interferem nos seus relacionamentos.

O autoconhecimento, a psicoterapia, a PNL e a ressignificação podem ajudar nesse processo.

Quando estamos falando de uma criança, esse trabalho também envolve os pais. Buscar mais paz e harmonia dentro de casa é uma forma de transformar o ambiente emocional no qual ela está crescendo.

A mudança começa quando você compreende o que o corpo está mostrando e transforma sua maneira de pensar, sentir, agir e se relacionar.

Aprenda a compreender a Linguagem do seu Corpo

Os sinais do sarampo são apenas um exemplo de como podemos aprofundar nossa compreensão por meio da Linguagem do Corpo. Para quem deseja conhecer mais sobre a interpretação desse e de outros sinais do corpo, o tema também é abordado no livro Linguagem do Corpo – Volume 3, da autora Cristina Cairo. 

Seu corpo é o palco onde sua mente atua. Quando você aprende a ouvi-lo, começa a perceber aquilo que talvez ainda não esteja conseguindo reconhecer conscientemente.

Na Introdução à Linguagem do Corpo e as Leis Universais , você conhece os fundamentos desse estudo e, no Linguagem do Corpo Online — Método C.A.I.R.O. , começa a aprofundar essa compreensão. Ambos fazem parte da Trilha do Conhecimento Linguagem do Corpo da Universidade.

Esse conhecimento não significa abandonar seus tratamentos médicos. A proposta é unir os cuidados tradicionais ao autoconhecimento, à mudança de comportamento, de conduta e de padrão mental.

Compreender é o primeiro passo para transformar

A Linguagem do Corpo nos convida a olhar para nós mesmos com mais consciência e perceber o que precisa mudar em nossa forma de pensar, sentir e agir.

Quando reconhecemos aquilo que estamos carregando, podemos começar a buscar mais paz, equilíbrio e harmonia em nossa vida e em nossos relacionamentos.

O corpo fala. Aprender a ouvi-lo é também uma oportunidade de conhecer melhor a si mesmo. Mas transformar essa realidade é sua responsabilidade: é preciso usar esse conhecimento para mudar sua forma de pensar, sentir e agir e, assim, iniciar uma verdadeira transformação.

Se este artigo ajudou você, compartilhe. Esse conhecimento pode ajudar outras pessoas em seu caminho de autoconhecimento.

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